Portas abertas para a inclusão

A diversidade no mercado de trabalho gera impactos positivos com ambientes mais criativos, empáticos, tolerantes, saudáveis e produtivos. Ou seja, seu negócio só tem a ganhar com uma política de portas abertas para a inclusão! Vamos falar sobre isso?

Uma coisa vocês podem ter certeza: empresas com propósito, que querem gerar mudanças significativas para o mundo, entendem e conversam sobre inclusão e diversidade. E não estamos falando de ideologia, estamos falando de dados.

Recentemente a consultoria americana McKinsey realizou um estudo e constatou que organizações que consideram a diversidade na seleção das pessoas entregam resultados 25% melhores do que organizações que não se preocupam com a inclusão ou discutem o tema.

E quando a gente fala sobre diversidade parece que estamos presos nas diferenças de gênero, raça e de orientação sexual. Mas não é bem assim… Dessa vez a gente escolheu o tema neurodiversidade, que considera o desenvolvimento neurológico atípico uma diferença humana, que também deve ser respeitada.

E para falar a verdade, não conhecíamos esse conceito até sermos apresentados ao Hugo Mendes, professor na Apae Florianópolis, na capacitação e orientação para o mundo do trabalho de jovens e adultos com Deficiências Intelectual, Múltiplas e Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Nesse bate-papo descobrimos que hoje, só em Florianópolis, cerca de 30 jovens e adultos com deficiência intelectual, múltiplas e transtorno do espectro autista estão se preparando para trabalhar. Eles estão sendo habilitados para atuar nas áreas de organização, informática, recepção de pessoas, estoque, empacotamento e área de limpeza.

Muitas empresas não sabem, mas é possível contratar essas pessoas para rotinas comuns dentro de seus espaços, mesclando tarefas e habilidades nas equipes de trabalho – e a isso chamamos de inclusão!

O objetivo da APAE, segundo o Hugo, é conseguir novos parceiros dispostos a participar deste processo de inclusão, mesmo que não sejam obrigados por lei. O foco principal não é apenas atrair empresas com a Lei do PcD 8.213/91, e sim fazer com que as empresas entendam que essas pessoas estão aptas e podem exercer atividades do dia a dia dos negócios.

E a sua empresa, está de portas abertas para a inclusão? Que tal conhecer de perto o trabalho realizado pela Apae e fazer parte do movimento que possibilita a inclusão de pessoas com deficiências e transtorno do espectro autista ao mercado de trabalho?

Tire um dia para visitar a Apae Florianópolis (Rod. Admar Gonzaga, 2.937, Itacorubi) e conheça de perto o que eles realizam por lá. Ou se preferir, ligue para (48) 3953-3000 e tenha mais informações sobre o processo de contratação dos jovens e adultos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) capacitados pela instituição.

O que diz a Lei

A Lei do PcD (Lei 8.213/91) determina que empresas que tenham 100 ou mais funcionários destinem de 2% a 5% das vagas a beneficiários e pessoas com deficiência habilitadas para atuar em determinadas funções com supervisão profissional. Mesmo estando em vigor há mais de 27 anos, a realidade mostra que a inclusão no mercado de trabalho ainda está longe de ser prioridade nas médias e grandes empresas.

Dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) indicam que, caso a lei fosse cumprida, 827 mil postos de trabalho estariam disponíveis para os PcDs habilitados para trabalhar – que hoje representam mais de 7 milhões de cidadãos. O IBGE, em pesquisa realizada em 2017, identificou que apenas 1% das pessoas com deficiência têm acesso ao mercado de trabalho.

Saiba + sobre inclusão no mercado de trabalho:

Empresas ignoram obrigatoriedade de contratar pessoas com deficiência – Correio Braziliense, 2018.

Cartilha de Diversidade para pequenas e médias empresas – Amcham, 2016.

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