A voz e a vez das mulheres

Há décadas as mulheres convocam o mundo para um movimento genuíno. Chamar a atenção das corporações para a desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Vamos falar sobre isso?

Aos poucos e em frente as mulheres têm ocupado o mercado de trabalho com resiliência. A causa não está ganha, mas evoluiu. A pesquisa “A diversidade como alavanca de performance” (McKinsey, 2019) traduziu em dados a crença de que há uma mudança significativa acontecendo. Empresas com mais mulheres em cargos de liderança têm resultados quase 50% maior e um potencial de aumento de faturamento 70% superior que outras que ignoram a pauta.

Está claro – nos dados e não na crença – que as empresas devem adotar boas práticas de inclusão no local de trabalho se quiserem ser mais competitivas. Ou seja: não basta surfar na onda, tem que ter consciência social e aceitar a diversidade.

Dar vez e voz para a pluralidade étnica, para a neurodiversidade e para a igualdade entre homens e mulheres é pauta urgente. Tornou-se essencial para criar valor, fortalecer a cultura organizacional e gerar melhores resultados para as equipes e sociedade. Vem ver!

 

Girl power  

Basta uma rápida pesquisa no Google para conhecer histórias de mulheres que fazem bonito a frente do próprio negócio ou em cargos de chefia. Você certamente conhece empresas lideradas por mulheres – a Move é uma delas. Nossa CEO, Manoela Hoffmann, é especialista em Branded Content, bacharel em Jornalismo e Letras e não tem medo de falar sobre liderança feminina.

Acompanhamos também o fortalecimento de negócios comandados por mulheres aqui mesmo, no nosso rol de clientes. Marcas como a Heart Alimentos, Souly, Revisite, Platt Executive Coaching, Dressy, Maria Cereja, Sinergia, Freguesia, Intuas, entre outras, desafiaram o mercado e colocaram seu propósito em evidência.

E esse cenário não é restrito a Santa Catarina ou as clientes da Move. O movimento está avançando em todo o Brasil.

Coadjuvantes, não: protagonistas!

Uma rápida ‘zapeada’ pela TV, Netflix e afins dá sinais claros que as mulheres são protagonistas do que quiserem. Força e competência não faltam, isso vai além da dramaturgia! É na vida real que o mundo sente os impactos positivos de um mercado de trabalho mais igualitário para todos.

No Brasil, a disparidade entre as vagas ocupadas por homens e mulheres está diminuindo – principalmente quando a lupa é posta sobre os cargos de chefia. Quer um bom exemplo? Vamos falar de um setor majoritariamente masculino, o de finanças.

Uma reportagem publicada em maio deste ano pela Folha de S. Paulo mostra que em 2003, a presença masculina e feminina em posições de gerência era de 64,7% e 35,3%, respectivamente. Na análise feita em 2017, os índices são mais otimistas para elas: 50,9% e 49,1%.

Os dados mostram que bons ventos pairam sobre a realidade brasileira, mas a discriminação de gênero ainda é uma barreira a ser transposta. Neste contexto, as organizações (independente de porte) podem contribuir para que dilemas retrógrados sejam resolvidos.

Se elas fazem a diferença mesmo num cenário tão adverso e conturbado como o nosso. Já pensou se todos fossem tratados de igual para igual, com o mesmo salário, leque de oportunidades e, sobretudo, respeito?  

Vem pro movimento!

A gente reuniu algumas iniciativas inspiradoras que estão ajudando o mercado a enxergar a diversidade de gênero como ferramenta de grande impacto econômico e social. Dá uma conferida!

Dn`A Women (Develop and Achieve Women)

O nome é gringo, mas a iniciativa surgiu do encontro de quatro brasileiras que são executivas de multinacionais. Maria Silvia Bastos Marques (Goldman Sachs), Sandrine Ferdane (BNP Paribas), Sylvia Brasil Coutinho (UBS Brasil) e Maitê Leite (Deutsche Bank) criaram o Dn`A Women para impulsionar a participação feminina no mercado financeiro por meio da educação. A partir de agosto, o projeto oferecerá formação gratuita a estudantes universitárias residentes no estado de São Paulo. Saiba mais aqui.

Programa Empreendedoras Digitais

Antes de apresentar o programa, vamos trazer mais um recorte: um estudo da Serasa Experian mostrou que as mulheres estão à frente de 43% dos negócios do país. A maioria, 98,5%, atuando como MEI ou sócias de micro e pequenas empresas, e 0,2% como sócias de grandes empresas.

Dentro do setor de inovação os dados não são expressivos e as mulheres ainda lutam por mais espaço. Silvana Moura, diretora de TI e inovação da seguradora Aon, disse no último Conalife que o abismo entre homens e mulheres é alarmante no setor de TI, onde elas representam apenas 20% dos profissionais.

Por isso, em março, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) criou o Programa Empreendedoras Digitais. A iniciativa promove o protagonismo feminino no mercado de startups, seja na fundação ou em cargos de liderança. As inscrições estão abertas no site do programa.

Conalife

Um congresso totalmente dedicado à discussão da diversidade, equidade de gênero e liderança feminina em todos os segmentos da sociedade. A 4ª edição do Congresso Nacional de Liderança Feminina (Conalife) aconteceu em maio e ascendeu uma polêmica que tem tudo a ver com o nosso artigo: as empresas demoram muito para adotar políticas de diversidade (entenda melhor na reportagem da Revista Época). Para conhecer melhor o Conalife e não perder a próxima edição, clique aqui.

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