O meu negócio é contar histórias!

Lembro que minha mãe me descrevia com uma palavra específica quando eu era criança: audaciosa. Demorei um tempo para entender o significado. Quando soube, havia percebido que, além de mim, muitos ao meu redor também estavam com coragem de ousar, seguir em frente e conquistar o futuro. Queria contar a história deles.

Para empreender é preciso audácia. No país onde empresas morrem antes de completarem cinco anos de vida respirar seu negócio todos os dias é motivo para comemorar. 

E não falo só da Move, conseguiria narrar em pouco tempo histórias incríveis de empreendedores que desafiaram o medo para abrir caminho para seus objetivos. Meus clientes são a prova viva de que é possível viver do seu sonho e torná-lo meta na vida.

Quando eu escolhi jornalismo acreditei que uma das partes mais interessantes do meu trabalho seria contar histórias de verdade. Era aficionada por literatura e me deliciava com as jornadas das pessoas em seus cenários de vida, principalmente os livros com versões verídicas. 

Acredito que os fatos impulsionam a história e que uma boa narrativa faz com que as pessoas entendam sua personalidade e movimentem o mundo para frente.  Só não sabia, naquela época, que isso seria o meu negócio: contar a história das empresas (e das pessoas por trás delas!). 

No caminho de empreender

Tive a oportunidade, no caminho entre conhecer o mercado e empreender de estudar, de aprender e, principalmente, de ouvir histórias que me fizeram crescer. Enquanto eu escrevia e falava sobre negócios, eu imaginava o que eu faria nas mesmas circunstâncias. 

Certa vez, quando ainda trabalhava como jornalista de redação em uma revista de business, sentei para ouvir a versão inusitada da diretora à frente de uma empresa centenária de cama, mesa e banho que me contou como inovou na produção e logística para evitar a queda de vendas na época de crise. Foi a primeira vez que senti orgulho de um negócio que nem era meu. Pensei: ‘Ela conseguiu, é possível ser criativa nas intempéries, faz sentido. Ufa!’. 

Num outro momento estava no refeitório dos colaboradores com a presidente de uma camisaria catarinense para um almoço informal – e entrevista – e ela contou como a empatia e a percepção do negócio tinham feito diferença nos processos implementados na gestão dela. Cumprimentou cada um dos funcionários pelo nome durante o percurso à mesa. Sai de lá sabendo que é possível uma gestão humanizada com verdade e transparência. 

Caminhando pela fábrica de uma outra indústria com o diretor comercial, também herdeiro de um negócio têxtil secular, vendo-o vestido com o uniforme da empresa explicando sobre caldeiras e marketing, entendi que humildade faz parte de uma marca forte e de um negócio perene. 

Quando eu pensava em uma empresa, pensava em pessoas – o que eu queria era uma versão humanizada que misturasse o que eu conhecia de negócio, gestão e comunicação. 

Hoje, as histórias são outras – a minha também é – são outros cenários. Empreendi e tenho certeza que fiz a coisa certa. E a paixão – e a audácia – todo o tempo me acompanham. Quero fazer do futuro um lugar onde os negócios sejam humanos, onde as histórias das pessoas sejam contadas.

Por Manoela Hoffmann, jornalista, especialista em branded content e CEO da Move Design.


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