Jamais seremos Jair Bolsonaro

Vocês já nos conhecem e sabem que somos uma empresa cujo propósito é alavancar negócios por meio do design. Além de empreendedores, apoiamos ideias que tornem possível o crescimento sustentável da economia do Brasil, dizimada ao longo do tempo por políticas públicas corruptivas. Nesse contexto, apoiar ou sequer considerar a candidatura de uma figura tão contraditória quanto Jair Bolsonaro seria uma contradição. Principalmente, considerando nossa posição no mercado –  a de apoiar ideias e desenvolver modelos de negócios inovadores.

Todos os nossos clientes são empreendedores e empresários e, assim como nós, defendem seus negócios como ideais de vida. Por que então daríamos chance de voto nas eleições a um candidato como Jair Bolsonaro, cujo plano econômico não traz ideias críveis, nem lista mudanças positivas no cenário das empresas brasileiras?  Bolsonaro não tem planos fiscais, gagueja aos falar de políticas públicas e é um candidato que não tem noções básicas de macroeconomia. Essa lista já seria suficiente para horas de questionamentos sobre tal candidatura.

Contudo, temos mais – a dualidade política do Bolsonaro aponta para um cenário onde não é possível entender como será o governo regido por ele. Vale lembrar que o candidato em questão transita desde o primeiro mandato, em 1988, por coligações obtusas para manter-se em uma cadeira pública.

Volta e meia vemos Bolsonaro acenando e mantendo posições mais próximas à esquerda econômica e em seguida defende, com afinco, o liberalismo como o caminho ideal – veja essa matéria da revista Exame. Ingenuidade à parte, ninguém muda tão rápido e tão genuinamente de opinião, certo?

Para sermos mais claros em relação a dupla face do presidenciável, falaremos de duas questões em específico: o deputado votou e militou contra o Plano Real nos anos 90. Isso parece ter sido há muito tempo? Veja bem, recentemente no governo Michel Temer, na votação da Reforma Trabalhista Bolsonaro mostrou posicionamento indefinido em relação à Reforma da Previdência com ressalvas apenas às pensões militares – benefício claramente atrelado ao seu flerte com ideias e doutrinas retrógradas da ditadura militar, incluindo tortura e cerceamento dos direitos civis.

Enfim, criar atritos, ser dúbio e discursar sem argumentos faz parte da campanha do candidato, que faz do discurso moralista um aliado e mostra despreparo evidente à gestão pública – fato que por si só assusta qualquer empresário brasileiro. Jair Bolsonaro é um representante ferrenho do ultraconservadorismo, da dissimulação e da falta de seriedade da política brasileira: a Move diz NÃO!

 

 

*A imagem de ilustração é do Dmitrij Paskevic.

 

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